Irã ameaça classificar navios sem identificação como hostis no Estreito de Ormuz

Guarda Revolucionária afirma que embarcações com sistemas de navegação desligados poderão sofrer punições severas. Autoridades iranianas também relatam acidentes envolvendo petroleiros na região.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã advertiu que embarcações que navegarem pelo Estreito de Ormuz com os sistemas de identificação e navegação desligados serão consideradas hostis. Em comunicado divulgado no domingo, 11 de outubro, a força naval iraniana afirmou que os navios nessa condição estarão sujeitos a punições severas.

O alerta foi acompanhado por relatos de três petroleiros que, segundo as autoridades iranianas, teriam violado as regras estabelecidas pelo país para a travessia do estreito e atingido minas marítimas desde o dia anterior. As circunstâncias dos incidentes ainda não foram confirmadas de forma independente em todos os detalhes.

Em um dos episódios, a Marinha da Guarda Revolucionária afirmou que um navio-tanque transportando cerca de 750 mil barris de petróleo bruto tentou utilizar uma rota considerada não autorizada. Segundo a versão iraniana, a embarcação ignorou advertências e instruções militares antes de atingir uma mina, sofrer uma explosão e pegar fogo.

O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estratégica entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. A região tem importância fundamental para o comércio mundial de petróleo e gás natural, e qualquer restrição à circulação de navios pode afetar o abastecimento internacional e provocar oscilações nos preços da energia.

A nova advertência aumenta a preocupação com a segurança das embarcações comerciais e com a possibilidade de novos incidentes na região. Empresas de transporte marítimo e autoridades internacionais acompanham os riscos relacionados à navegação em meio à escalada das tensões militares no Oriente Médio.

A classificação de navios como hostis representa um alerta significativo para operadores marítimos, especialmente em uma rota utilizada por petroleiros de diferentes países. A evolução do cenário dependerá das medidas adotadas pelas autoridades iranianas e das respostas dos demais países envolvidos na disputa pela segurança e pelo controle da navegação na região.

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