Senador afirma que não autorizou ninguém a negociar ministérios em seu nome. Declaração ocorre após Eduardo Bolsonaro dizer que Jair Bolsonaro participaria das decisões sobre futuras nomeações.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, fez um alerta público neste domingo (11) contra pessoas que estariam utilizando seu nome para prometer cargos e ministérios em um eventual governo. Em publicação nas redes sociais, ele classificou essas pessoas como oportunistas e pediu que os eleitores não confiem nesse tipo de oferta.
A manifestação ocorreu após seu irmão, Eduardo Bolsonaro, afirmar, em entrevista ao SBT News, que as nomeações para os ministérios de uma possível gestão de Flávio passariam pela aprovação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Eduardo, as conversas sobre a composição do governo seriam aprofundadas após o segundo turno das eleições.
Diante da repercussão, Flávio procurou esclarecer que não autorizou terceiros a negociar posições na futura estrutura administrativa em seu nome.
Campanha busca conquistar novos eleitores
Além do alerta sobre as nomeações, o senador aproveitou a publicação para reforçar a mobilização eleitoral. Ele pediu aos apoiadores que procurem pessoas que não compareceram às urnas no primeiro turno e eleitores que ainda estejam indecisos.
A estratégia busca ampliar o número de votos para a disputa decisiva, marcada para o dia 25 de outubro. A campanha tem intensificado os esforços para ampliar o apoio popular e estimular a participação dos eleitores.
Debate sobre a estrutura ministerial
A composição de um eventual governo também entrou no debate eleitoral por causa das propostas administrativas apresentadas pelo candidato. O plano de governo de Flávio Bolsonaro prevê uma reforma administrativa, com redução de pelo menos dez ministérios, além de medidas para diminuir cargos comissionados e despesas da máquina pública.
Ao mesmo tempo, o candidato apresentou a proposta de criação do chamado Ministério da Prosperidade, voltado a ações de assistência e desenvolvimento social. A iniciativa gerou discussões sobre como a criação de uma nova pasta se encaixaria na proposta de redução da estrutura ministerial.
As declarações sobre futuras nomeações e as propostas de reorganização administrativa mantêm o tema da formação de governo entre os assuntos discutidos durante a campanha presidencial.

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