Suspeito foi detido depois de tentar ultrapassar as grades da Corte; perícia não encontrou nenhum artefato explosivo
A Polícia Militar do Distrito Federal descartou, na noite desta quinta-feira (1º), a presença de explosivos em uma mochila arremessada nas proximidades do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. A ocorrência mobilizou equipes de segurança e o esquadrão antibombas.
Segundo informações divulgadas pelo STF, um homem tentou pular as grades que cercam a Corte. Depois de não conseguir avançar, ele teria jogado uma mochila sobre um ponto de ônibus localizado em frente ao prédio do Supremo. A movimentação foi identificada pelo sistema de monitoramento da instituição, que acionou imediatamente as forças de segurança.
Diante da possibilidade de haver um artefato explosivo, foi iniciada a chamada Operação Petardo. O perímetro foi isolado e equipes especializadas realizaram a inspeção da mochila e da área próxima.
Após a perícia, os policiais constataram que não havia explosivos no interior da bolsa. Segundo a PMDF, foram encontrados apenas objetos pessoais.
O homem, de 28 anos, foi detido após resistir à abordagem policial. As autoridades informaram que ele permanece sob custódia enquanto o caso é investigado. Até o momento, não foram identificados elementos que confirmem uma tentativa de invasão às dependências do Supremo.
Segurança reforçada
A ocorrência aconteceu na Praça dos Três Poderes, região que reúne as sedes dos principais órgãos do governo federal. Parte das vias próximas chegou a ser interditada durante a operação de segurança.
O episódio ocorre poucos dias após o primeiro turno das eleições presidenciais e também reacende a atenção sobre a segurança do STF. Em novembro de 2024, uma explosão ocorreu nas proximidades da Corte, em um episódio no qual o responsável morreu.
As autoridades continuam investigando as circunstâncias da ocorrência desta quinta-feira e as declarações feitas pelo homem durante a abordagem.

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