Nova sentença eleva para 34 anos o total das penas impostas ao empresário; decisão ainda pode ser contestada pela defesa
O empresário Rodrigo Dib Carvalheira foi condenado a 22 anos e quatro meses de prisão, em regime inicialmente fechado, por crimes de estupro de vulnerável envolvendo duas vítimas, em episódios ocorridos em 2018 e 2019. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (24) pela juíza Ana Maria da Silva, da 17ª Vara Criminal do Recife.
Além da pena de prisão, a sentença determinou o pagamento de R$ 100 mil por danos morais, além das custas processuais. A defesa pode recorrer da decisão.
Com a nova condenação, as penas impostas a Carvalheira em processos distintos chegam a 34 anos de prisão. Em novembro de 2025, ele já havia sido condenado a 12 anos de reclusão em outro processo relacionado a uma denúncia de violência sexual. Um terceiro processo ainda tramita na Justiça.
Casos ocorreram em Fernando de Noronha e no Recife
Segundo os autos citados na sentença, um dos episódios ocorreu em Fernando de Noronha, em novembro de 2018. De acordo com o relato apresentado à Justiça, a vítima estava hospedada na mesma pousada que o empresário após passar o dia consumindo bebidas alcoólicas. A denúncia afirma que ela recebeu um medicamento tranquilizante e posteriormente perdeu a consciência, relatando ter acordado no dia seguinte com o acusado sobre seu corpo.
O segundo episódio teria ocorrido em março de 2019, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Conforme a denúncia, a vítima estava dormindo no apartamento de uma amiga após uma festa quando Carvalheira teria entrado no quarto e tentado manter relação sexual com ela.
Defesa pode recorrer
A condenação é uma decisão de primeira instância, portanto ainda existe possibilidade de recurso. Durante o processo, a defesa sustentou argumentos relacionados às provas apresentadas e contestou aspectos da acusação. Segundo a sentença, o empresário reconheceu que houve relação sexual, mas afirmou que ela teria ocorrido de forma consensual.
As denúncias contra Carvalheira vieram a público em 2024. Naquele ano, ele foi preso preventivamente em duas ocasiões e permaneceu cerca de cinco meses encarcerado após a segunda prisão. Desde então, responde aos processos em liberdade.

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