Atentados de 2001 deixaram quase 3 mil mortos, desencadearam a chamada Guerra ao Terror e provocaram mudanças profundas na segurança e na política internacional
Nesta sexta-feira (11), o mundo marca os 25 anos dos atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001, uma das datas mais marcantes da história contemporânea. Naquele dia, quatro aviões comerciais foram sequestrados por integrantes da rede terrorista Al-Qaeda. Duas aeronaves atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, enquanto uma terceira atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
O quarto avião caiu em uma área rural próxima a Shanksville, na Pensilvânia, depois que passageiros tentaram recuperar o controle da aeronave. A tragédia provocou a morte de quase 3 mil pessoas, entre passageiros, trabalhadores, policiais, bombeiros e outros socorristas.
Uma nova era na segurança mundial
Os atentados tiveram consequências que ultrapassaram as fronteiras dos Estados Unidos. O então presidente George W. Bush declarou a chamada “Guerra ao Terror”, dando início a uma ampla ofensiva internacional contra grupos extremistas.
Ainda em 2001, os Estados Unidos invadiram o Afeganistão com o objetivo de derrubar o regime do Talibã, que havia oferecido abrigo a Osama bin Laden, líder da Al-Qaeda apontado como responsável pelos ataques.
Dois anos depois, em 2003, os americanos também invadiram o Iraque, sob a alegação de que o governo de Saddam Hussein mantinha armas de destruição em massa. Essas armas, entretanto, nunca foram encontradas.
Dentro dos próprios Estados Unidos, os atentados provocaram mudanças profundas nos mecanismos de segurança. Foi criado o Departamento de Segurança Interna, enquanto aeroportos e outros pontos estratégicos passaram a adotar medidas de vigilância muito mais rígidas.
Osama bin Laden foi morto dez anos depois
O principal nome associado aos atentados permaneceu sendo procurado pelas forças americanas durante quase uma década. Osama bin Laden acabou localizado no Paquistão e morto em uma operação militar dos Estados Unidos em 2011.
Mesmo após a morte do líder da Al-Qaeda, os efeitos políticos e militares desencadeados pelos ataques continuaram a influenciar conflitos e decisões de segurança ao redor do mundo.
Documentos revelam novas informações sobre a tragédia
No aniversário de 25 anos dos atentados, uma nova revelação voltou a chamar atenção. A Prefeitura de Nova York divulgou mais de 170 mil páginas de documentos internos relacionados à qualidade do ar na região da chamada Zona Zero, onde ficavam as Torres Gêmeas.
Os registros indicam que autoridades ambientais já tinham conhecimento, nas semanas seguintes aos ataques, da presença de poeira tóxica, metais finos e outras substâncias nocivas no local. Apesar disso, a população havia recebido garantias públicas de que o ar era seguro.
As consequências para a saúde dos sobreviventes e socorristas se estenderam por décadas. Doenças respiratórias e diferentes tipos de câncer estão entre os problemas associados à exposição às substâncias liberadas após o desabamento dos edifícios.
Segundo informações divulgadas pela Prefeitura de Nova York, o número de mortes relacionadas a doenças provocadas pela exposição ao ar contaminado já supera o total de vítimas diretas dos atentados.
Homenagens marcam os 25 anos
As cerimônias desta sexta-feira em Nova York serão dedicadas principalmente aos familiares das vítimas. A programação prevê momentos de silêncio nos horários correspondentes aos principais acontecimentos daquela manhã de 2001.
Outras cidades americanas também realizam homenagens. Em Nova York, espaços ligados à memória dos atentados receberam sobreviventes e familiares antes da cerimônia oficial.
Vinte e cinco anos depois, o 11 de Setembro permanece como um marco que redefiniu políticas de segurança, relações internacionais e estratégias militares, além de deixar uma memória permanente entre as famílias das vítimas e os milhares de sobreviventes que carregam as consequências da tragédia.

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