Subtítulo: Governadora registrou boletins de ocorrência após material apócrifo fazer acusações sem provas e citar a morte de seu marido durante a campanha eleitoral.
A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), denunciou neste domingo (30) a circulação de cartazes com ataques pessoais contra ela em ruas do Recife. O material, considerado apócrifo, apresenta acusações sem provas e faz referência à morte do empresário Fernando Lucena, marido da governadora, que morreu em 2022.
Segundo informações divulgadas pelo Diário de Pernambuco, os cartazes foram encontrados em pontos do Bairro do Recife. Após tomar conhecimento do caso, Raquel registrou boletins de ocorrência nas polícias Federal e Civil e afirmou que os ataques, que anteriormente estavam concentrados nas redes sociais, agora chegaram às ruas da capital pernambucana.
Em manifestação publicada nas redes sociais, a governadora pediu respeito à sua família, aos filhos e à memória do marido. Ela classificou o episódio como uma demonstração de crueldade e afirmou que a disputa política não deve ultrapassar limites pessoais.
Caso será levado à Justiça Eleitoral
A coligação Pernambuco de Coração, que apoia Raquel Lyra, informou que também pretende acionar o Ministério Público Eleitoral para que sejam investigadas a produção e a distribuição dos materiais.
O objetivo é identificar quem produziu, financiou e espalhou os cartazes. As autoridades deverão analisar as circunstâncias do caso e verificar eventual responsabilidade criminal e eleitoral.
João Campos repudia os ataques
Principal adversário de Raquel Lyra na disputa pelo Governo de Pernambuco, João Campos (PSB) também condenou a circulação dos cartazes e negou qualquer envolvimento com a produção ou distribuição do material.
O candidato afirmou que pretende recorrer à Justiça para que os responsáveis sejam identificados. João também lembrou que sua própria família passou por uma situação de perda durante uma disputa eleitoral, quando seu pai, o ex-governador Eduardo Campos, morreu em 2014, durante a campanha presidencial.
Para João Campos, familiares não devem ser utilizados como instrumento de ataques em uma eleição. Ele defendeu que a campanha seja conduzida com base na apresentação de propostas e no confronto de ideias.
A Frente Popular de Pernambuco informou ainda que seu departamento jurídico acionou a Justiça Eleitoral por meio do Ministério Público Eleitoral para pedir uma investigação sobre a autoria, produção e divulgação dos panfletos.
Outros candidatos também condenaram o episódio
O candidato Ivan Moraes também se manifestou contra os cartazes. Em publicação nas redes sociais, ele defendeu que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.
A vice-governadora Priscila Krause, por sua vez, publicou um vídeo em solidariedade a Raquel Lyra. Ela destacou a relação construída com a governadora ao longo dos anos e criticou o uso da morte de Fernando Lucena no contexto da disputa eleitoral.
Priscila afirmou que ataques dessa natureza ultrapassam os limites do debate político e atingem não apenas a candidata, mas também seus filhos e familiares.
Investigação deverá apontar responsáveis
O episódio acontece em meio ao acirramento da disputa eleitoral em Pernambuco e a uma série de acusações envolvendo ataques políticos nas redes sociais.
Até o momento, não há comprovação pública sobre quem produziu ou distribuiu os cartazes. As acusações apresentadas no material são objeto de denúncia e investigação e não devem ser tratadas como fatos comprovados.
Com os registros realizados pela governadora e as medidas anunciadas pelas coligações, o caso deverá ser analisado pelas autoridades competentes, que poderão determinar a origem das peças e eventual responsabilização dos envolvidos.
A repercussão do episódio também provocou manifestações de diferentes grupos políticos, que defenderam que a campanha eleitoral seja marcada pelo debate de propostas, evitando ataques pessoais e o envolvimento de familiares em acusações sem comprovação.

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