João Campos condena ataques contra Raquel Lyra e defende investigação sobre cartazes

Candidato do PSB afirma que questões pessoais e tragédias familiares não podem ser usadas como instrumento de disputa eleitoral

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) voltou a se manifestar nesta segunda-feira (31) sobre os cartazes apócrifos espalhados no Recife com ataques pessoais à governadora Raquel Lyra (PSD). O socialista condenou o conteúdo e afirmou que situações envolvendo a dor e a perda de familiares não devem ser utilizadas como arma política.

Durante uma agenda no Hospital da Criança, no Recife, João Campos destacou que também passou por uma perda familiar durante um período eleitoral. O pai dele, o ex-governador Eduardo Campos, morreu em um acidente aéreo em 2014, durante a campanha presidencial.

Ao comentar a situação envolvendo Raquel, que perdeu o marido, Fernando Lucena, em 2022, o candidato afirmou que tragédias pessoais devem ser respeitadas independentemente da disputa política.

Segundo João, ataques que envolvam familiares, calúnias, difamações ou discursos de ódio ultrapassam os limites aceitáveis de uma campanha eleitoral.

Frente Popular acionou a Justiça

João Campos também afirmou que a Frente Popular de Pernambuco, coligação que apoia sua candidatura, tomou medidas junto à Justiça Eleitoral para que a autoria dos materiais seja investigada.

Os cartazes foram encontrados no Bairro do Recife no domingo (30) e apresentam acusações contra Raquel Lyra, além de fazerem referência à morte do marido da governadora.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre quem produziu, financiou ou distribuiu o material. A própria Justiça Eleitoral determinou a retirada de publicações que atribuíam os cartazes ao grupo político de João Campos, considerando que não havia, naquele momento, provas suficientes para sustentar essa acusação.

João nega envolvimento

O candidato do PSB também rejeitou qualquer tentativa de associar sua campanha ou seus aliados à produção e divulgação dos cartazes.

João afirmou que a investigação deve identificar os responsáveis, independentemente de qual candidatura tenha sido atingida. Para ele, a autoria precisa ser esclarecida pelas autoridades antes que sejam feitas acusações contra qualquer grupo político.

A Frente Popular também declarou não ter participado da produção, financiamento ou distribuição dos materiais.

Justiça determina retirada de publicações

O episódio já provocou decisões na Justiça Eleitoral. O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou a retirada de publicações que relacionavam João Campos, o PSB e a Frente Popular à produção ou distribuição dos cartazes.

A decisão considerou que, até aquele momento, não existiam elementos suficientes para comprovar essa ligação. Os responsáveis pelas publicações também ficaram proibidos de reproduzir novamente os conteúdos que atribuem a autoria dos materiais ao grupo político de João.

Raquel acionou as autoridades

Raquel Lyra acionou a Polícia Federal e a Polícia Civil após tomar conhecimento da circulação dos cartazes. A campanha da governadora também informou que pretende levar o caso ao Ministério Público Eleitoral.

Em manifestação nas redes sociais, Raquel pediu respeito à sua família, aos filhos e à memória do marido. A governadora classificou os ataques como uma atitude que ultrapassa os limites da disputa política.

O episódio aumenta a tensão na disputa pelo Governo de Pernambuco e coloca novamente no centro do debate a utilização de ataques pessoais e conteúdos sem autoria identificada durante a campanha eleitoral.

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