A corrida pelas duas vagas ao Senado Federal em Pernambuco ganhou um novo capítulo. O deputado federal Mendonça Filho (PL) decidiu disputar uma cadeira na Casa Alta e chega ao pleito respaldado por uma ampla articulação política envolvendo lideranças do União Brasil, do PL, do Podemos e aliados em diferentes regiões do Estado.
A decisão foi consolidada nesta segunda-feira (3), após uma série de reuniões e conversas políticas que selaram o apoio de importantes lideranças do interior pernambucano. Entre os principais aliados estão o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, o deputado federal Fernando Filho e o deputado estadual Antônio Coelho, todos do União Brasil.
Segundo informações de bastidores, o grupo dos Coelho colocou toda a sua estrutura política à disposição da candidatura de Mendonça. A expectativa é que Miguel Coelho lidere a mobilização de prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças políticas ligadas ao seu grupo, ampliando significativamente a presença do ex-ministro no interior do Estado.
Outro movimento considerado estratégico ocorreu por meio de uma videochamada entre Mendonça Filho e o candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), reforçando o alinhamento nacional do projeto político e a construção do palanque da direita em Pernambuco.
Nos bastidores, também há expectativa de que o deputado federal Fernando Monteiro (PSD) consiga agregar parte expressiva de sua base municipal ao projeto. Informações apuradas indicam que o parlamentar trabalha para levar o apoio de até 12 dos 13 prefeitos ligados ao seu grupo político.
Convenção deve oficializar candidatura
Embora a decisão política já seja tratada como definitiva por dirigentes do Partido Liberal, a oficialização da candidatura deverá ocorrer durante a convenção estadual da legenda, prevista para esta semana, quando o partido homologará seus candidatos às eleições de 2026.
A candidatura também conta com a participação do Podemos, legenda que permanece na base de sustentação da governadora Raquel Lyra (PSD). O movimento fortalece o campo de centro-direita e amplia o número de candidaturas ligadas ao mesmo espectro político na disputa pelas duas vagas ao Senado.
Nos últimos dias, outro gesto reforçou as especulações. O ex-ministro do Turismo Gilson Machado, atualmente filiado ao Podemos, publicou uma fotografia ao lado de Mendonça Filho acompanhada da frase: “Você quer um senador da direita?”. A postagem foi interpretada por lideranças políticas como uma sinalização pública de apoio ao projeto.
Novo cenário pode fragmentar votos da direita

A entrada de Mendonça Filho altera significativamente o cenário eleitoral para o Senado em Pernambuco.
Até então, a disputa concentrava nomes como Marília Arraes, Humberto Costa, Eduardo da Fonte e outros pré-candidatos. Pesquisa Genial/Quaest divulgada no fim de julho já colocava Mendonça entre os nomes testados, em um cenário de empate técnico pela segunda vaga ao Senado.
Nos bastidores políticos, uma das principais avaliações é que a candidatura de Mendonça tende a redistribuir os votos do eleitorado conservador e de centro-direita, especialmente na Região Metropolitana do Recife e em municípios do interior.
Fontes ouvidas por diferentes atores políticos também afirmam que uma das estratégias da articulação seria reduzir o espaço eleitoral de Eduardo da Fonte (PP) na disputa pelo Senado. Essa avaliação circula nos bastidores da política pernambucana, mas não foi confirmada oficialmente pelos envolvidos.
Disputa promete ficar ainda mais acirrada
Com o fortalecimento da candidatura de Mendonça Filho, o tabuleiro político de Pernambuco ganha um novo elemento de competitividade.
O apoio de lideranças influentes do Sertão, a aproximação com o projeto presidencial de Flávio Bolsonaro, a participação do Podemos e a possibilidade de adesão de dezenas de prefeitos tornam a candidatura uma das principais novidades da corrida eleitoral de 2026.
A tendência é que, nas próximas semanas, novas alianças sejam anunciadas, elevando ainda mais a disputa pelas duas vagas ao Senado, considerada uma das mais abertas e estratégicas dos últimos anos em Pernambuco.

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