Atos públicos pela redução da jornada de trabalho e fim da escala 6×1 percorreram as ruas do Recife durante esta terça-feira (30). Convocadas pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, pela CUT, pelo Fórum das Centrais Sindicais e pelo movimento Vida Além do Trabalho (VAT), a mobilização, que acontece em diferentes cidades do país, tem como objetivo ampliar a pressão sobre o Senado Federal para o avanço da tramitação sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 221, que acaba com a escala.
No Recife, os atos começaram pela manhã, às 9h, no cruzamento da Avenida Conde da Boa Vista com a Rua Gervásio Pires, no bairro da Boa Vista, área central do Recife. Às 15h, a panfletagem no Recife voltou a acontecer na avenida e também na Estação Recife do Metrô, no bairro de São José, no centro.
Os atos reuniram dirigentes sindicais e trabalhadores em defesa da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial. Hoje, a jornada de trabalho definida é de 44 horas semanais de trabalho para um dia de folga.
O presidente da CUT Pernambuco, Paulo Rocha, destaca que o avanço tecnológico permite que o país reduza a jornada de trabalho e gere mais empregos. Ele cita uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que aponta que a redução da jornada de trabalho semanal para 36 horas semanais pode gerar 4,5 milhões de empregos com carteiras assinadas no país.
“Temos hoje aproximadamente 5 milhões de desempregados no Brasil, então esses fatores se aproximam. Por outro lado, o Brasil tem um percentual enorme de pessoas que trabalham com adoecimento causado no trabalho e pessoas têm dificuldade de liberação para fazer o seu tratamento. Por vários motivos, acreditamos na aprovação no Congresso Nacional do projeto de lei que trata da redução da jornada de trabalho com fim da escala 6×1 sem redução salarial”, destaca Rocha.

O presidente estadual da CUT explica ainda que, além dos atos nas ruas, as direções nacionais das centrais sindicais estão levando o debate ao Ministério do Trabalho, senadores e congressistas. Além disso, a mobilização também acontece nas redes sociais, buscando incentivar os trabalhadores de diversas categorias a estar em contato com os senadores de todo o Brasil.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) foi aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados no dia 27 de maio, foi encaminhada para o Senado Federal e até o momento segue sem avanços. Nesta quarta-feira (1º), o plenário do Senado deve realizar uma sessão para debater os impactos sociais, econômicos e produtivos da proposta de emenda à Constituição que trata da redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.

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