Número de mortos em desastre no Nepal chega a 939; milhares continuam desaparecidos

This handout photograph taken and released by the Nepal Army on August 31, 2026 shows Army personnel conducting a search and rescue operation at a tunnel site of the Rasuwagadhi Hydropower project in Rasuwa. Rescuers struggled on August 31 through mud and debris for a sixth day, as the number of missing people soared to nearly 5,000 since tsunami-like glacial floods roared down from the China-Nepal border, creating an "unimaginable" disaster. (Photo by Handout / NEPAL ARMY / AFP) / RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT "AFP PHOTO /Nepal Army/ HANDOUT / " - NO MARKETING NO ADVERTISING CAMPAIGNS - DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS

Colapso de geleira provocou uma sequência de deslizamentos e enchentes na fronteira com a China; equipes de resgate ainda procuram sobreviventes

O número de mortos após o desastre natural que atingiu a região do Himalaia, no Nepal, chegou a 939 pessoas nesta segunda-feira (31). As autoridades continuam contabilizando vítimas e realizando buscas em uma das maiores tragédias naturais registradas recentemente no país.

O desastre começou após o colapso de uma geleira na região montanhosa, provocando uma gigantesca corrente de água, lama, pedras e gelo. A força do fenômeno atingiu comunidades próximas à fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China, destruindo estradas, pontes, construções e instalações de infraestrutura.

Além dos mortos, aproximadamente 4 mil pessoas continuam desaparecidas no Nepal. O número ainda pode mudar à medida que as equipes conseguem acessar áreas isoladas e identificar as vítimas.

Centenas podem estar presas em túneis

Um dos principais desafios das equipes de emergência está concentrado em instalações de usinas hidrelétricas. Centenas de trabalhadores podem estar presos em túneis que foram atingidos pela enorme quantidade de água, lama e detritos.

As operações de resgate estão sendo realizadas em condições extremamente difíceis. Estradas foram destruídas, pontes ficaram intransitáveis e grandes volumes de lama bloquearam os acessos às áreas atingidas.

Equipes do Nepal contam com apoio de especialistas e equipamentos enviados por países vizinhos, principalmente China e Índia. Mais de 10 mil pessoas já foram resgatadas desde o início da tragédia.

Estragos atingem a infraestrutura

A força das águas provocou danos significativos em diferentes pontos da região. Comunidades ficaram isoladas e diversas vias de acesso foram destruídas.

O desastre também afetou o setor de geração de energia do Nepal. De acordo com informações divulgadas por equipes de emergência, instalações de várias usinas hidrelétricas foram atingidas, aumentando a preocupação com o abastecimento e com a recuperação da infraestrutura local.

No lado chinês, no Tibete, também foram registradas mortes e desaparecimentos. O balanço divulgado pelas autoridades aponta 16 mortos e centenas de desaparecidos na região afetada.

Estrangeiros estão entre os desaparecidos

A tragédia também atingiu estrangeiros que estavam na região, incluindo turistas e peregrinos que viajavam em direção ao Monte Kailash, no Tibete.

O governo nepalês informou que centenas de estrangeiros de dezenas de países estão entre os desaparecidos. Equipes internacionais também trabalham no auxílio às operações de busca, resgate e identificação das vítimas.

Buscas continuam

As autoridades nepalesas seguem trabalhando para localizar sobreviventes e recuperar corpos. O terreno instável, a lama endurecida e as dificuldades de acesso tornam a operação ainda mais complexa.

Especialistas apontam que o colapso da geleira e as condições climáticas da região contribuíram para a instabilidade do ambiente montanhoso. A possibilidade de novos deslizamentos e enchentes também mantém as equipes em alerta.

Com milhares de pessoas ainda desaparecidas, o número de vítimas poderá aumentar nos próximos dias. O governo do Nepal classificou a situação como uma tragédia de proporções sem precedentes e mantém as operações de emergência em andamento.

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