João Campos evita falar sobre gestão de Paulo Câmara durante sabatina

Candidato ao Governo de Pernambuco foi questionado duas vezes sobre a administração do ex-governador, mas preferiu destacar propostas para o futuro do Estado

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) evitou comentar diretamente a gestão do ex-governador Paulo Câmara durante sabatina realizada nesta segunda-feira (17), pelo Sistema Jornal do Commercio. A postura chamou atenção porque Campos integrou a equipe do então governador e ocupou o cargo de chefe de gabinete durante dois anos.

Durante a sabatina, o socialista foi questionado em duas oportunidades sobre o período em que Paulo Câmara esteve à frente do Governo de Pernambuco. Nas respostas, João Campos preferiu direcionar o discurso para propostas e críticas à atual administração estadual, comandada pela governadora Raquel Lyra (PSD). Ao ser provocado a avaliar o legado da gestão anterior, Campos afirmou que sua prioridade está voltada para o futuro e para aquilo que pretende realizar caso seja eleito. O candidato também afirmou que Pernambuco precisa avançar em áreas consideradas estratégicas e que sua proposta é apresentar uma nova agenda para o Estado.

Relação com Paulo Câmara

A relação política entre João Campos e Paulo Câmara faz parte da trajetória do candidato do PSB. Antes de assumir o mandato de deputado federal e posteriormente a Prefeitura do Recife, Campos trabalhou diretamente na estrutura do governo estadual.

Mesmo tendo participado da administração de Câmara, o candidato evitou fazer uma defesa explícita do ex-governador quando questionado sobre o período. Em vez disso, voltou o discurso para a necessidade de mudanças e para as propostas que pretende apresentar aos pernambucanos. A postura ocorre em meio à disputa eleitoral de 2026, marcada por debates sobre o legado das últimas gestões estaduais e pelas tentativas dos candidatos de se apresentarem como alternativa para o futuro de Pernambuco.

Críticas à atual gestão

Durante a mesma sabatina, João Campos direcionou críticas à gestão de Raquel Lyra, especialmente em áreas como saúde, infraestrutura, educação e serviços públicos.

Na área da saúde, por exemplo, o candidato afirmou que pretende recuperar hospitais existentes e construir novas unidades. Entre as propostas apresentadas está a construção de quatro hospitais, incluindo unidades no Sertão do Araripe, no Vale do São Francisco, em Caruaru e um hospital metropolitano com 900 leitos na divisa entre Recife e Jaboatão.

Campos também defendeu investimentos em obras estruturantes e afirmou que Pernambuco precisa ampliar sua capacidade de articulação política para atrair recursos e investimentos federais. A estratégia de concentrar o discurso em propostas futuras, evitando uma avaliação mais detalhada do governo Paulo Câmara, coloca o candidato diante de um desafio eleitoral: apresentar-se como continuidade de um grupo político do qual fez parte, mas, ao mesmo tempo, construir uma imagem própria para a disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.

A eleição de 2026 deverá colocar em debate não apenas as propostas dos candidatos, mas também os resultados e os legados das administrações que governaram Pernambuco nos últimos anos.

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