Petrobras anuncia novos investimentos após descoberta de petróleo na Foz do Amazonas

Presidente da estatal diz estar “extremamente otimista” com potencial da região e confirma planos para novas perfurações no Amapá

A Petrobras pretende ampliar os trabalhos de exploração de petróleo na Margem Equatorial brasileira após a identificação de hidrocarbonetos no poço pioneiro de Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas. A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou nesta segunda-feira (17) que está “extremamente otimista” com os resultados obtidos até agora.

A descoberta foi anunciada na última sexta-feira (14), no bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá. Apesar da confirmação da presença de petróleo, a Petrobras ainda não sabe qual é o tamanho da reserva ou qual será o volume que poderá ser recuperado. A perfuração do poço deve ser concluída nos próximos 15 dias.

Durante uma coletiva de imprensa em Oiapoque, Magda Chambriard destacou que a companhia continuará investindo na região para determinar a extensão e o potencial econômico da descoberta. Segundo a executiva, depois da conclusão da perfuração será necessário realizar a delimitação do reservatório. Essa etapa permitirá estimar com maior precisão a quantidade de petróleo existente e o volume que poderá ser efetivamente recuperado.

Petrobras aguarda licenças para novos poços

A estatal também informou que aguarda licenças ambientais para iniciar a perfuração de outros três poços no mesmo bloco exploratório. Além disso, existem planos para realizar perfurações em outras cinco áreas da Margem Equatorial.

A estratégia faz parte do esforço da Petrobras para ampliar suas reservas e manter o Brasil entre os principais produtores de petróleo do mundo. Atualmente, o país ocupa a sétima posição entre os maiores produtores globais. Magda Chambriard afirmou que a descoberta é considerada estratégica diante da perspectiva de redução da produção do pré-sal no futuro. Segundo ela, cerca de 80% do petróleo produzido atualmente no Brasil vem do pré-sal, cuja produção deve atingir o pico entre 2034 e 2035.

Risco de o Brasil voltar a importar petróleo

A presidente da Petrobras também fez um alerta sobre a necessidade de reposição das reservas brasileiras. Na avaliação dela, caso novos campos não sejam desenvolvidos, o país poderá voltar a depender da importação de petróleo.

Para a executiva, a exploração de novas áreas é fundamental para garantir a continuidade do Brasil como grande produtor mundial. A descoberta na Foz do Amazonas, entretanto, ainda está em fase inicial. A Petrobras precisa concluir a perfuração, delimitar a área encontrada e realizar estudos adicionais antes de estimar o tamanho da reserva ou definir uma eventual etapa de produção comercial. Enquanto isso, a estatal mantém o planejamento para novas perfurações na Margem Equatorial, região considerada estratégica para o futuro da produção de petróleo no país.

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