Ex-presidente teve sintomas de curta duração e apresentou melhora espontânea, sem necessidade de medicação. Relatório enviado ao STF também menciona sonolência e problemas de equilíbrio.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou episódios de taquicardia e dificuldade para respirar na última semana, conforme informações de um boletim médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os sintomas foram registrados na sexta-feira, 2 de outubro, e tiveram curta duração, com melhora espontânea e sem necessidade de medicamentos específicos para o episódio.
De acordo com o relatório, não houve repetição dos sintomas nos dias seguintes. A equipe médica informou que Bolsonaro permanece com estabilidade hemodinâmica e cardiorrespiratória, indicando que suas condições circulatórias e respiratórias estavam estáveis no momento da avaliação.
Medicamentos provocam efeitos colaterais
O boletim também registra episódios de sonolência durante o dia e dificuldades de equilíbrio. Segundo a equipe médica, os sintomas estão relacionados aos efeitos colaterais de medicamentos de ação central utilizados pelo ex-presidente.
Diante dessas condições, são mantidos cuidados preventivos para reduzir o risco de quedas. O acompanhamento médico também inclui medidas para controlar o refluxo gastroesofágico, além de uma dieta com baixo teor de acidez e redução do consumo de sal.
O documento integra os relatórios periódicos enviados ao Supremo Tribunal Federal para informar sobre as condições de saúde do ex-presidente durante o cumprimento da pena.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ser condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento em uma trama golpista. A condenação está relacionada às investigações sobre as ações destinadas a impedir a transição de poder após as eleições presidenciais de 2022.
Em razão de seu histórico médico, que inclui complicações decorrentes da facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018, o ex-presidente continua sob acompanhamento de profissionais de saúde.
O boletim mais recente não aponta recorrência dos episódios de taquicardia e falta de ar relatados no início de outubro. A equipe médica segue monitorando sua condição clínica e os efeitos dos medicamentos utilizados no tratamento.

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