A gestão da governadora Raquel Lyra (PSD) alcançou 68% de aprovação entre os eleitores de Pernambuco, segundo pesquisa do Instituto Múltipla divulgada nesta terça-feira (15). O levantamento foi realizado em 98 municípios do Estado e ouviu 900 eleitores.
De acordo com os dados, 23% dos entrevistados desaprovam a administração estadual, enquanto 9% não souberam ou não quiseram responder. Na avaliação qualitativa, 48% classificaram o governo como ótimo ou bom, 33% consideraram a gestão regular e 14% avaliaram como ruim ou péssima. Outros 4% não opinaram.
A pesquisa também cruzou a avaliação da administração estadual com a intenção de voto para o Governo de Pernambuco. Entre os eleitores que consideram a gestão ótima ou boa, Raquel Lyra aparece com 69% das intenções de voto, enquanto João Campos (PSB) registra 17%.
No grupo que avalia o governo como ruim ou péssimo, o cenário se inverte: João Campos aparece com 80% das intenções de voto, contra 2% de Raquel Lyra.
O mesmo cruzamento foi realizado considerando especificamente a aprovação da gestão. Entre os entrevistados que aprovam o governo estadual, Raquel registra 62% das intenções de voto, enquanto João Campos tem 23%. Já entre os que desaprovam a administração, João Campos chega a 81%, contra 2% da governadora.
Pesquisa eleitoral
O levantamento do Múltipla também apresentou um cenário estimulado para a disputa pelo Governo de Pernambuco. Raquel Lyra aparece com 44% das intenções de voto, enquanto João Campos registra 39%. Os demais candidatos somam 1%, enquanto 4% declararam voto branco ou nulo e 12% não souberam responder.
A diferença entre os dois principais candidatos está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 3,3 pontos percentuais.
O levantamento foi realizado entre os dias 11 e 14 de setembro, possui nível de confiança de 95% e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-07035/2026.
Os números colocam a avaliação da administração estadual no centro da disputa eleitoral. O cruzamento divulgado pelo instituto mostra uma associação entre a avaliação positiva ou negativa do governo e a intenção de voto dos entrevistados, embora a pesquisa, por sua natureza, não permita estabelecer uma relação causal entre os dois fatores.

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